segunda-feira, novembro 10, 2008

Joaninha

Ô minha linda dos cabelos vermelhos, que bela lavada de roupas sujas tivemos, né? Sei lá, parei aqui de repente e resolvi repensar nosso papo de sexta e, putz, foi um papo bão demais. Sempre bom te ler, em qualquer mídia, sempre bom te ouvir tão sensata, menos quando fala de você mesmo, que daí tua sensatez toda vai pras cucuias. Que bom que disso tudo me restou você. Que bom que dessa profusão de sentimentos nossos restou umas lições aprendidas pelas duas. Que bom que eu consegui te contar o último detalhezinho que faltava falar, e que me incomodava. Nem era assim tão cabeludo o tal segredo, era mais uma bobagem, mais uma daquelas loucurinhas que eu fiz naquela época. Faz tanto tempo, já, né? Mas era por amor, porque o amor me move assim, fazendo pequenas e doces loucurinhas. E eu precisava falar, e falei, e agora estou em paz. Que bom que nossas vidas continuam sincronizadas, seja pelos meninos (sim, meninos) que amamos juntas, pelas confusões que dividimos, pelas fotos que trocamos, por tudo que brigamos. Te odiei um tanto, e o mesmo tanto fui odiada, te amo um tanto e da mesma forma me sinto amada e recompensada por aquele período estranho. E quem diria que no fundo foi você quem arquitetou isso tudo, héim? Formou os pares, fez os acertos, e lá fomos nós mergulhar no escuro. E quem foi que duvidou que a gente consegue tudo o que pede? Tem que ter cuidado com os pedidos, né, ruivona? Era isso, amada, não se incomode com pequenez do mundo, com esses vazios todos, não se perturbe, pois o incômodo que causamos em geral é reflexo da insegurança alheia. Imensos beijos de carinho sempre.

2 comentários:

Tata disse...

amizade... ô trem bão! :-)

Blue disse...

Vim aqui me atualizar, fiquei muito tempo sem te ler (uma semana, poxa, tenho trabalhado a beça) E quando cheguei aqui...nossa!

Aquele arrepio sabe?! vem lá de não sei onde e aquela sensação de paz... Alegria, o sorrisinho brotando a cada linha...

Querida, eram roupas velhas na verdade, não precisavam ser lavadas, não havia sujeira nelas...nenhuma sujeira... Só precisavam ser expostas ao Sol... Tomar um ar, tirar o cheiro de mofo...

:)

Te amo um tantão, muito mais do que um dia eu possa ter desgostado de ti! (Odio é uma palavra muito forte, hoje é dificil acreditar que eu realmente possa ter sentido isso por você...)

Você eu carrego aqui, como uma marca boa, como uma tatuagem, não sai nunca mais...
{Como uma das minhas joaninhas! ^^}

Beijão! ;*****