sábado, julho 17, 2010

só, somente só

"Eu me sinto às vezes tão frágil, queria me debruçar em alguém, em alguma coisa. Alguma segurança. Invento estorinhas para mim mesmo, o tempo todo, me conformo, me dou força. Mas a sensação de estar sozinho não me larga. Algumas paranóias, mas nada grave. O que incomoda é esta fragilidade, essa aceitação, esse contentar-se com quase nada. Estou todo sensível, as coisas me comovem. Tenho regressões a estados antigos, às vezes, mas reajo, procuro me manter ligado às coisas novas que descobri. Mas tudo fica e se sucede - quase nunca dá tempo de você se orientar, escolher - não gosto de me sentir levado."

Frágil e sozinha, frágil e sozinha, frágil e sozinha... Sozinha, sozinha, sozinha, a coisa que eu mais detesto, a que mais tenho medo, a que mais me entristece. Campo de força. Era essa a palavra que eu queria lembrar... Campo de força... Merda de campo de força... Não é parede... Ela não me afasta só... Ele me destrói... E daí não tem nada mais pra lamentar, só chorar... Chorar, chorar, o que foi e ninguém se importou de deixar ir... Sozinha, sozinha, sozinha....

2 comentários:

Santiago das Letras disse...

Parece que nunca encerramos o movimento dessa montanha russa não é?

Adriana disse...

Vendo este post fiquei com vontade de pegar vc no colo.