(...2005)
E você surgiu assim tão sem avisar, e tão de repente. E foi tudo tão natural, e o envolvimento foi acontecendo de um jeito tão gostoso.
A gente simplesmente não conseguia parar.
de se falar, de conversar, de trocar, e eram tantas e tantas coisas iguais...
Nossa...
Vários sinais me levavam até você, mas eu tinha medo.
Eu tenho medo.
Tenho medo de atrapalhar você.
tenho medo de me iludir.
tenho medo de fazer besteira.
Então me mantenho aqui no lugar mais confortável do mundo, te olhando de longe.
E sendo olhada, porque eu sei muito bem que você me nota, me busca, me espera.
Eu sei.
De vez em quando, eu sei, é irresistível manter contato.
Eu não consigo deixar de falar.
E quando você também me procura meu coração dá uns saltos gostosos e eu me sinto tão bem, tão viva...
Você é lindo.
E você é o cara mais interessante que eu conheci nos últimos anos, e olha que eu conheci MUITA gente nesses últimos anos.
Mas assim...
Tem coisas que não devem mesmo acontecer.
E meu amor vai estar sempre aqui.
Por você e pra você.
Mesmo que seja sempre assim, de longe.
"Eu só queria me casar
com alguém igual a você
E alguém igual não há de ter
então quero mudar de lugar"
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segunda-feira, novembro 28, 2011
quinta-feira, julho 21, 2011
segunda-feira, novembro 22, 2010
Prosa da separação - parte 5
Quatro anos e meio de relacionamento terminados num banco do playground do prédio. Como se fossem quatro meses. Eu me lembro do quanto olhei pro chão e não para os olhos dele. Me lembro nitidamente dos desenhos das lajotas no chão, mas não da expressão dele. A conversa mais amigável do universo, uma compreensão mútua de que aquilo era mesmo o melhor a ser feito. O melhor pra nós dois. Um beijo de despedida. Há coisa mais racional que um beijo de despedida? Mais uma vez, chorei porque achei que caía bem. Me sinto uma psicopata falando isso, mas não senti nada. Nada. Vazio. Talvez tenha feito o que ele não tinha coragem de fazer. Talvez tenha pego ele tão de surpresa que ele não reagiu. Não sei explicar, não tenho muito a dizer. Nos vimos de novo quando minha mãe morreu. Ficou ainda mais nítido naquele momento o quanto éramos irmãos e não mais namorados. Porque parece que ele sentiu aquela perda na mesma intensidade que eu senti. Foi muito importante tê-lo do meu lado naquele momento. Foi a última vez que nos vimos, também. A última lembrança é do final do enterro, dele abaixado junto ao túmulo da minha mãe, chorando copiosamente. Foi o último a sair de lá. Voltei para ampará-lo, largando a família meio perplexa à minha volta, incluindo o namorado da época. Foi uma perda conjunta, definitivamente. Um rompimento em dois atos.
terça-feira, junho 01, 2010
Coisas do coração
Outro dia eu te espiei. Simplesmente não resisti e te espiei. É difícil explicar os motivos que temos pra espiar alguém assim. Uma pontinha de saudade, talvez. Saudade mais de uma época do que de uma pessoa. Saudade de quem eu era com você. Ah, sei lá. O que importa é que te espiei. E, cara,você estava igualzinho! O mesmíssimo sorriso triste. Será que a vida continua sendo assim tão má com você? Será que mesmo depois de tantos anos, de tantas experiências, de tantas pessoas passando pela sua vida, seu sorriso ainda não ganhou um brilho especial e merecido? Triste perceber isso, apesar de ser sempre bom te ver, mesmo que seja uma olhadinha curiosa pelo orkut. E seu profile me fez lembrar de uma cena bem específica. Era um dia muito frio, e nós dois brincávamos de arremessar a bola de basquete na tabela (porque já não havia mais aro pra acertar, inclusive). Ninguém falava nada. Toda vez que a bola batia na tabela fazia um barulho forte que quebrava o silêncio daquele fim de tarde gelado. Era a minha vez de arremessar e, pra fazer graça, você veio pra cima de mim pra me impedir, com as mãos para o alto, o que era ridículo já que você era quase 30 centímetros mais alto do que eu e só de parar na minha frente já tampava completamente a minha visão da tabela. Mesmo assim, você fez questão de usar os braços, que foram se fechando à minha volta, se fechando, e eu ria tentando sair dali, e você ria porque era óbvio que eu não conseguiria. Até que você parou de rir e eu também, e eu fiquei ali imobilizada numa posição desconfortável porque havia uma bola de basquete entre a gente, e você me apertando, não me deixando sair, e então você falou, meio que recitando/cantando pra mim: "Somos a resposta exata do que a gente perguntou/Entregues num abraço que sufoca o próprio amor... Coisas do coração!" E eu morri de vergonha, nunca tinha ouvido aquela música, achei que você estava inventando alguma coisa cafona pra brincar comigo, e te empurrei. E você riu de mim, disse que eu tinha que conhecer música de verdade, e começou a me sacanear muito, até que eu fiquei com raiva e joguei a bola em você e fui embora. Ainda gritou pra mim de longe que eu era uma bobona, que eu não entendia nada nunca, rs... Não entendi mesmo. Mas entendi agora, com uns dezessete anos de atraso, será que serve?
Uma das músicas mais bonitas do Raul, aliás. O cara não costuma falar coisas bonitas assim sempre, não. Diferente de você. Pena que eu quase nunca entendia.
"É porque eu não quero que nada aconteça
Deve ser porque eu não ando bem da cabeça
Ou eu já cansei de acreditar
Ou eu já cansei...
O meu medo é uma coisa assim
Que corre por fora, entra, vai e volta, sem sair
Oh, não, não tente me fazer feliz...
Eu sei que o amor é bom demaisMas dói demais sentir...
Mas dói demais..."
(Pessoa - Marina Lima - Dalto/Claudio Rabelo)
Uma das músicas mais bonitas do Raul, aliás. O cara não costuma falar coisas bonitas assim sempre, não. Diferente de você. Pena que eu quase nunca entendia.
"É porque eu não quero que nada aconteça
Deve ser porque eu não ando bem da cabeça
Ou eu já cansei de acreditar
Ou eu já cansei...
O meu medo é uma coisa assim
Que corre por fora, entra, vai e volta, sem sair
Oh, não, não tente me fazer feliz...
Eu sei que o amor é bom demaisMas dói demais sentir...
Mas dói demais..."
(Pessoa - Marina Lima - Dalto/Claudio Rabelo)
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segunda-feira, agosto 24, 2009
De matar
"...Era tanta saudade,
é pra matar
Eu fiquei até doente,
eu fiquei até doente, menina
Se eu não mato a saudade, é "deixa estar"
Saudade mata a gente,
saudade mata a gente, menina
...
Estava ficando louco, louco, louco de querer bem...
Saudade engole a gente, saudade engole a gente, menina..."
(Tanta Saudade - Chico Buarque)
Lembrando de você a manhã todinha hoje, todinha. Eram tantas cenas passeando pela minha cabeça, que nem sei explicar. Só quero te ver logo, só isso. Vem me ver logo?
é pra matar
Eu fiquei até doente,
eu fiquei até doente, menina
Se eu não mato a saudade, é "deixa estar"
Saudade mata a gente,
saudade mata a gente, menina
...
Estava ficando louco, louco, louco de querer bem...
Saudade engole a gente, saudade engole a gente, menina..."
(Tanta Saudade - Chico Buarque)
Lembrando de você a manhã todinha hoje, todinha. Eram tantas cenas passeando pela minha cabeça, que nem sei explicar. Só quero te ver logo, só isso. Vem me ver logo?
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