sábado, setembro 19, 2009
terça-feira, setembro 15, 2009
Na mosca

9 de Espadas - Enfrentando os medos irracionais
O 9 de Espadas pressagia um período de ansiedade, paranóia e dúvidas não necessariamente fundamentadas em aspectos racionais. É importante não se deixar escravizar por estes medos infundados, caso contrário você sabotará a sua própria vida afetiva!
Traumas antigos interferem nos amores futuros e você termina ficando com uma sensação clara de repetição, de uma dor passada que ressuscitou. O momento é importante para fazer um trabalho analítico ou psicoterápico. Resolva-se primeiro para só então resolver se dar para outra pessoa.
Seu parceiro poderá não entender suas inseguranças e inclusive se sentir vítima de julgamentos injustos, pautados em suas experiências passadas ruins. Cuidado para não detonar a possibilidade de um relacionamento feliz! Não transfira dores passadas para seu relacionamento atual. Não transferir será difícil, mas se você se esforçar e mantiver a consciência atenta, obterá êxito.
Ausência
"The reason you haven't felt it is because it doesn't exist. What you call love was invented by guys like me, to sell nylons. You're born alone and you die alone and this world just drops a bunch of rules on top of you to make you forget those facts. But I never forget. I'm living like there's no tomorrow, because there isn't one."
(Don Draper - Mad Men)
:o((((((((((((((((((((
Mas eu queria tanto saber que esse amanhã existe...
(Don Draper - Mad Men)
:o((((((((((((((((((((
Mas eu queria tanto saber que esse amanhã existe...
¿Que pasa?
Vontade de chorar, de chorar, de chorar, de chorar, até secar as lágrimas todas...
Mas parece que elas não secam...
:o(
"Qué pasa hoy, ya no soy la misma de ayer,
ha cambiado mi cuerpo, ha cambiado
mi caráter, la vida misma no es igual.
Qué pasa hoy, ya no sufro por las mismas
cosas. Hoy la vida es más difícil; han
cambiado mis sueños, pero sigo siendo yo.
Será que estoy creciendo, pero tengo que aguantar.
Será que estoy naciendo a una vida más real.
Cómo duele crecer, cúantos cambios pasaré.
La vida es la misma, pero qué extraña es para mí.
Nadie entiende mis ideas y mis planes salen mal.
Cómo duele crecer, cúantas cosas dejaré.
Y me encierro en mi cuarto preguntándome si algún día entenderán que soy más que una adolescente que no sabe lo que quiere.
Qué pasa hoy con mis amigos, no me buscan. Me dan ganas de gritar, liberarme para crecer más. ¿No es eso lo que quieren?
Será que estoy creciendo. Pero creo que esto es normal.
Será que mis esfuerzos se recompensarán y todo pasará."
(¿Que pasa hoy? - Dulce Maria)
Mas parece que elas não secam...
:o(
"Qué pasa hoy, ya no soy la misma de ayer,
ha cambiado mi cuerpo, ha cambiado
mi caráter, la vida misma no es igual.
Qué pasa hoy, ya no sufro por las mismas
cosas. Hoy la vida es más difícil; han
cambiado mis sueños, pero sigo siendo yo.
Será que estoy creciendo, pero tengo que aguantar.
Será que estoy naciendo a una vida más real.
Cómo duele crecer, cúantos cambios pasaré.
La vida es la misma, pero qué extraña es para mí.
Nadie entiende mis ideas y mis planes salen mal.
Cómo duele crecer, cúantas cosas dejaré.
Y me encierro en mi cuarto preguntándome si algún día entenderán que soy más que una adolescente que no sabe lo que quiere.
Qué pasa hoy con mis amigos, no me buscan. Me dan ganas de gritar, liberarme para crecer más. ¿No es eso lo que quieren?
Será que estoy creciendo. Pero creo que esto es normal.
Será que mis esfuerzos se recompensarán y todo pasará."
(¿Que pasa hoy? - Dulce Maria)
quinta-feira, setembro 10, 2009
Dois
"Como dois estranhos,
cada um na sua estrada,
nos deparamos, numa esquina,
num lugar comum.
E aí?
Quais são seus planos?
Eu até que tenho vários.
Se me acompanhar,
no caminho eu possso te contar.
E mesmo assim,
eu queria te perguntar,
se você tem aí contigo alguma coisa pra me dar,
se tem espaço de sobra no seu coração.
Quer levar minha bagagem ou não?
E pelo visto, vou te inserir na minha paisagem
e você vai me ensinar as suas verdades
e se pensar,
a gente já queria tudo isso desde o inicio.
De dia, vou me mostrar de longe.
De noite, você verá de perto.
O certo e o incerto, a gente vai saber.
E mesmo assim,
Queria te contar que eu tenho aqui comigo
alguma coisa pra te dar.
Tem espaço de sobra no meu coração.
Eu vou levar sua bagagem e o que mais estiver à mão."
(Dois - Tiê e Thiago Pethit )
cada um na sua estrada,
nos deparamos, numa esquina,
num lugar comum.
E aí?
Quais são seus planos?
Eu até que tenho vários.
Se me acompanhar,
no caminho eu possso te contar.
E mesmo assim,
eu queria te perguntar,
se você tem aí contigo alguma coisa pra me dar,
se tem espaço de sobra no seu coração.
Quer levar minha bagagem ou não?
E pelo visto, vou te inserir na minha paisagem
e você vai me ensinar as suas verdades
e se pensar,
a gente já queria tudo isso desde o inicio.
De dia, vou me mostrar de longe.
De noite, você verá de perto.
O certo e o incerto, a gente vai saber.
E mesmo assim,
Queria te contar que eu tenho aqui comigo
alguma coisa pra te dar.
Tem espaço de sobra no meu coração.
Eu vou levar sua bagagem e o que mais estiver à mão."
(Dois - Tiê e Thiago Pethit )
terça-feira, setembro 01, 2009
Respirando
Economizando energias O 9 de Paus como arcano de conselho para este momento da sua vida recomenda muita economia de forças neste momento, Aurea. Evite se desgastar com problemas que aparecem, imprevistos, não lute contra o obstáculo que ora se impõe. Apenas aquiete a alma e espere que o problema passe por si só. As complicações que surgiram ou surgirão não lhe impedem de obter aquilo que almeja. O que ocorrem são atrasos, empecilhos. Se você se dispuser a tentar e a persistir bastante, obterá a vitória. Apenas aguarde o momento certo. Disciplina, firmeza moral e persistência são as qualidades indispensáveis neste momento. Cultive-as e você perceberá que pode encontrar grande felicidade na espera. Conselho: Pra que se desgastar? Sente-se e aguarde o momento propício.
Isso porque eu disse ontem que persistência me faltava :o(
segunda-feira, agosto 31, 2009
Persistência
É isso!
É isso!
É assim que me sinto:
"Escrever, para mim, é fácil. Pesquisar é mais difícil, mas eu gosto. Só não sou bom na persistência.
Também não gosto de incomodar os outros. Se a fonte não quer falar, por exemplo, não insisto. É um direito dela.
Para um jornalista, acho que prezo demais o direito do outro de silenciar.
Isto é, preciso sempre ter em mente que existe sempre 50% de possibilidade de ouvir um “não”. Faz parte do jogo. De todos os jogos da vida, aliás."
Genial. Exatamente como me sinto. Daqui.
É isso!
É assim que me sinto:
"Escrever, para mim, é fácil. Pesquisar é mais difícil, mas eu gosto. Só não sou bom na persistência.
Também não gosto de incomodar os outros. Se a fonte não quer falar, por exemplo, não insisto. É um direito dela.
Para um jornalista, acho que prezo demais o direito do outro de silenciar.
Isto é, preciso sempre ter em mente que existe sempre 50% de possibilidade de ouvir um “não”. Faz parte do jogo. De todos os jogos da vida, aliás."
Genial. Exatamente como me sinto. Daqui.
terça-feira, agosto 25, 2009
Apaixonadinha
Leléu: Quando a gente ama uma pessoa, o que a gente mais quer nesse mundo?
Lisbela: Ah, é ficar bem juntinho dela.
Leléu: Pronto. Tão juntinho, tão juntinho, que como diz o poeta: "Transforma-se o amador na coisa amada, por virtude do muito imaginar, não tenho logo mais que desejar, pois já tenho em mim a parte desejada."
- Lisbela e o Prisioneiro -
Lisbela: Ah, é ficar bem juntinho dela.
Leléu: Pronto. Tão juntinho, tão juntinho, que como diz o poeta: "Transforma-se o amador na coisa amada, por virtude do muito imaginar, não tenho logo mais que desejar, pois já tenho em mim a parte desejada."
- Lisbela e o Prisioneiro -
segunda-feira, agosto 24, 2009
Ctrl-c Ctrl-v
"(...) Na sua varanda sem céu, certa vez, você se sentou naquela cadeira sem fundo. Me colocou no seu colo e me deu o abraço que disparava corações em mim como se eu tivesse um em cada nó de veia. E me disse, com sua voz tão bonita, a mais bonita que eu já ouvi, que eu tinha subido todos os seus andares. Eu entendi que você era o homem da cobertura de aço e eu uma espécie rara de passarinho que tinha algum tipo de chave que se autodestruiria em poucos segundos. E eu entendi também que agora que tinha chegado ali, só me restava pular, já que ninguém aguenta o alto tão alto muito tempo. A vertigem que era o nosso amor. (...) Tudo isso que daqui a pouco, quando a sensação desgraçada de absurdo e solidão passar, tudo isso volta, se acomoda, a agenda mágica, o gostosinho no peito, esquecer você todo dia um pouco pra vida e todo dia muito por dia. Mas agora, hoje, guarda isso, eu amo demais você. Por que escrevo? Porque é a minha vingança contra todas as palavras e sensações que morrem todos os dias mostrando pra gente que nada vale de nada. Toma esse texto, o único lugar seguro e eterno pra gente."
(O único lugar pra sempre - Tati Bernardi)
(O único lugar pra sempre - Tati Bernardi)
Estranho amor

Eu já amei muitos meninos que nem sequer souberam da minha existência. Eles foram tão, tão importantes na minha pré-adolescência, mas hoje, sei lá, talvez não fizessem diferença alguma. Passaria batido por eles hoje em dia. Mas eles tiveram lá sua importância, sim. Me ajudaram a entender muitas coisas sobre mim. Fizeram parte da minha vida de forma tão forte, que consigo até hoje me lembrar deles. Lembro nomes, sobrenomes, se puxar pela memória consigo lembrar de fisionomias também. Talvez se os encontrasse hoje em dia por aí eu me lembrasse também. Teve um, em especial, por quem eu era muito apaixonada na escola. Muito, muito. Apaixonada pelo rostinho bonito, mesmo. Pelo jeitão popular, sempre cercado de gente bonita, divertida. Superficialidade total, claro, mas me encantava. Um dia, levei pra escola uma máquina fotográfica. Queria uma foto dele, mas não tinha coragem de pedir. Pedir como? Com qual cara? A menininha bobinha, gordinha e feinha da sétima série pedindo uma foto pro lindão do segundo ano? Sem chances, né... Mas tinha meus truques. Tirei o flash da máquina, e, ao passar por ele, apontei a câmera e bati uma foto. Assim, andando mesmo. Era uma câmera normal, dessas de filme, é claro. Eu nem sabia se tinha dado certo, na verdade. Ele nem percebeu. É claro que não percebeu. Eu não existia no mundo dele, nunca existi. A foto saiu meio tremida, mas ele estava num meio sorriso, enquanto conversava. Eu andei meses com aquela foto na agenda. Ela traduzia uma expressão dele que eu gostava muito. É engraçado isso. Um estranho fazer tanta diferença. E nunca saber disso. Estranho e triste, ao mesmo tempo. Mas um triste bonito, essa tristeza romântica que eu adoro.
"Você já olhou para uma foto sua e viu um estranho no fundo? Te faz perguntar, quantos estranhos tem uma foto sua? Quantos momentos da vida dos outros nós fizemos parte? Ou se fomos parte da vida de alguém quando os sonhos dessa pessoa se tornaram realidade? Ou se estivemos lá, quando os sonhos delas morreram. Nós continuamos a tentar nos aproximar? Como se fossemos destinados a estar lá. Ou o tiro nos pegou de surpresa. Pense... podemos ser uma grande parte da vida de alguém... ...e nem saber."
(trecho da série One Tree Hill)
Vida inteira
"I don't want to go,
I don't want to stay one night,
Or one day.
So i'll stay the rest of my life.
I don't want to leave,
I don't want to be one night,
Or one day.
So i'll stay the rest of my life
(Rest of my life - Michelle Featherstone)
I don't want to stay one night,
Or one day.
So i'll stay the rest of my life.
I don't want to leave,
I don't want to be one night,
Or one day.
So i'll stay the rest of my life
(Rest of my life - Michelle Featherstone)
De matar
"...Era tanta saudade,
é pra matar
Eu fiquei até doente,
eu fiquei até doente, menina
Se eu não mato a saudade, é "deixa estar"
Saudade mata a gente,
saudade mata a gente, menina
...
Estava ficando louco, louco, louco de querer bem...
Saudade engole a gente, saudade engole a gente, menina..."
(Tanta Saudade - Chico Buarque)
Lembrando de você a manhã todinha hoje, todinha. Eram tantas cenas passeando pela minha cabeça, que nem sei explicar. Só quero te ver logo, só isso. Vem me ver logo?
é pra matar
Eu fiquei até doente,
eu fiquei até doente, menina
Se eu não mato a saudade, é "deixa estar"
Saudade mata a gente,
saudade mata a gente, menina
...
Estava ficando louco, louco, louco de querer bem...
Saudade engole a gente, saudade engole a gente, menina..."
(Tanta Saudade - Chico Buarque)
Lembrando de você a manhã todinha hoje, todinha. Eram tantas cenas passeando pela minha cabeça, que nem sei explicar. Só quero te ver logo, só isso. Vem me ver logo?
sexta-feira, agosto 21, 2009
Cariño
Faz tempo né? Que eu não escrevo pra você. Não gosto dessa coisa de perder a prática. Não disso. Porque é aqui, com essas letrinhas, nesse meu cantinho, que eu consigo dizer tudo, falar a verdade mesmo, traduzir o que estou sentindo. Mas sei lá, acho que cada relacionamento é sempre tão diferente. Com cada um a gente aprende uma coisa. Já aprendi várias contigo. Várias, várias. Entre elas: dar tempo ao tempo. Foi importante demais essa! Você não tem idéia de como eu me enrolava com isso. Atropelava as coisas, queria estar sempre adiante. Tenho aprendido a ficar aqui, no presente. Vivendo agora, e sentindo agora. Outra coisa legal foi o pé no freio. Calma... Nossa, como eu precisava dessa calma. Desse passo a passo. Eu sempre fui de sair correndo, acelerada, sem parar pra respirar, sem prestar atenção ao que estava sentindo. Forçava a barra de tudo, queria que tudo fosse no volume máximo. E daí com você não foi assim. Foi tudo gradual, e hoje eu percebo que mesmo depois de um ano e um mês (amanhã, não esqueci, viu?) ainda temos passos pra subir, uma escadaria imensa ali na minha frente. Tudo porque você segurou minha mão e me explicou que subir cada degrauzinho de uma vez era mais legal. Você nunca me disse isso, nunca me forçou a entender, isso nunca foi verbalizado, óbvio. Só me mostrou como você fazia, e eu achei genial. Porque era mesmo incrível. Nunca tinha percebido. Que menos é mais. É tão bom hoje saber disso. Estou mais segura. Talvez seja a idade. Trintinha, né? Não é mais 16. Mas talvez os meninos - e pra mim eles sempre serão meninos e eu sempre uma menina também - talvez antes os meninos não me passassem essa segurança que você me passa. E talvez eles também não demonstrassem a segurança que você demonstra ter em mim. Relacionamento é espelho, né? Se eu tenho como relfexo alguém ciumento, controlador, neurótico, é assim que eu acabo refletindo. Agora não é mais assim. Que bom, que bom! Vejo tantas coisas positivas. Tem partes ruins também, mas tenho lidado melhor com elas. Me percebendo mais, enxergando o que realmente vem de mim, os meus grilos, as minhas inseguranças, as coisas que não são culpa sua. Tenho conseguido separar essas coisas e não deixar que elas baguncem o que é nosso. Poxa, maior balanço legal esse. Mesmo. Um dos textos menos viagem que já escrevi sobre alguém. Tinha que ser você, né. Obrigada, amore. Por ser meu e me deixar ser sua. Linda. E metida, por ser essa sua linda. Todo o meu amor pra você.
"Olha as flores que eu trouxe pra você, amor
São pra comemorar aquele dia
Que passei a viver do teu lado
Eu me lembro,
entre nós não havia quase nada
E agora é só você que me faz cantar
E é só você que me faz cantar..."
(Bom Dia - Los Hermanos - Marcelo Camelo)
Desapegar, deixar ir
A importância de deixar irCultivar o desapego é um dos conselhos fundamentais dado pelo arcano chamado “O Ceifador”, Aurea. Existem momentos da vida em que somos desafiados a perder cascas, a compreender a importância de caminhar, deixando paisagens para trás. Ainda que isso doa, uma vez que nosso ego se estrutura a partir de apegos e identificações, é a compreensão meditativa de que tudo passa que lhe permitirá seguir caminhando e, enfim, abrir-se ao novo que belamente se introduz em sua vida, pouco a pouco, passo a passo, até que você apareça com a alma totalmente renovada. Procure se interiorizar neste momento, evitando grandes atividades sociais. Faça este contato com o núcleo da sua alma e você entenderá quais são as coisas que precisam ser deixadas para trás.
Conselho: Viver é perder cascas continuamente!
quinta-feira, agosto 20, 2009
Lay
Ah, e desculpem as mil mudanças no fundo do blog, acho que é crise existencial...
Parece que agora vai!
Parece que agora vai!
Eu queroooo!!!!
Alguém sabe fazer????
Eu precisoooo!!!
"— Coraline?
Parecia a voz de sua mãe. Coraline entrou na cozinha, de onde partira a voz. Uma mulher estava em pé, de costas para a porta. Lembrava um pouco a mãe de Coraline. Apenas...
Apenas sua pele era branca como papel.
Apenas ela era mais alta e mais magra.
Apenas seus dedos eram demasiado longos e não paravam nunca de mexer, e suas unhas vermelho-escuras eram curvadas e afiadas.
— Coraline? — disse a mulher. — É você?
E, então, voltou-se para ela. Seus olhos eram grandes botões negros.
— Hora do almoço, Coraline — disse.
— Quem é você? — perguntou Coraline.
— Sou sua outra mãe — respondeu a mulher. — Vá dizer ao seu outro pai que o almoço está pronto. — Ela abriu a porta do forno e Coraline se deu conta, de repente, do quanto estava faminta. O cheiro era maravilhoso. — Bem, vá logo.
Coraline percorreu o corredor que levava ao estúdio de seu pai. Abriu a porta. Havia um homem sentado diante do teclado, de costas para ela.
— Olá — disse Coraline. — Quer-quer dizer, ela pediu para avisar que o almoço está pronto.
O homem virou-se.
Seus olhos eram botões grandes, negros e brilhantes.
— Olá, Coraline — disse. — Estou morto de fome.
Levantou-se e acompanhou Coraline até a cozinha. Sentaram-se à mesa, e a outra mãe de Coraline serviu o almoço. Um frango assado enorme e dourado com batatas fritas e pequenas ervilhas verdes. Coraline despejava a comida pela boca. Tinha um sabor maravilhoso.
— Há muito tempo que esperamos por você — disse o outro pai de Coraline.
— Por mim?
— Sim — disse a outra mãe. — Não é a mesma coisa aqui sem você. Mas sabíamos que viria um dia, e, então, seríamos uma família de verdade. Aceita mais um pouco de frango?..."
Parecia a voz de sua mãe. Coraline entrou na cozinha, de onde partira a voz. Uma mulher estava em pé, de costas para a porta. Lembrava um pouco a mãe de Coraline. Apenas...
Apenas sua pele era branca como papel.
Apenas ela era mais alta e mais magra.
Apenas seus dedos eram demasiado longos e não paravam nunca de mexer, e suas unhas vermelho-escuras eram curvadas e afiadas.
— Coraline? — disse a mulher. — É você?
E, então, voltou-se para ela. Seus olhos eram grandes botões negros.
— Hora do almoço, Coraline — disse.
— Quem é você? — perguntou Coraline.
— Sou sua outra mãe — respondeu a mulher. — Vá dizer ao seu outro pai que o almoço está pronto. — Ela abriu a porta do forno e Coraline se deu conta, de repente, do quanto estava faminta. O cheiro era maravilhoso. — Bem, vá logo.
Coraline percorreu o corredor que levava ao estúdio de seu pai. Abriu a porta. Havia um homem sentado diante do teclado, de costas para ela.
— Olá — disse Coraline. — Quer-quer dizer, ela pediu para avisar que o almoço está pronto.
O homem virou-se.
Seus olhos eram botões grandes, negros e brilhantes.
— Olá, Coraline — disse. — Estou morto de fome.
Levantou-se e acompanhou Coraline até a cozinha. Sentaram-se à mesa, e a outra mãe de Coraline serviu o almoço. Um frango assado enorme e dourado com batatas fritas e pequenas ervilhas verdes. Coraline despejava a comida pela boca. Tinha um sabor maravilhoso.
— Há muito tempo que esperamos por você — disse o outro pai de Coraline.
— Por mim?
— Sim — disse a outra mãe. — Não é a mesma coisa aqui sem você. Mas sabíamos que viria um dia, e, então, seríamos uma família de verdade. Aceita mais um pouco de frango?..."
(Coraline - Neil Gaiman)
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quarta-feira, agosto 19, 2009
Momento de respirar
Acho que a chave agora é exercitar a tolerância. É tão difícil, tão difícil. A convivência é difícil, me controlar é difícil, ficar calada é difícil, falar é difícil. Ai ai... Me sinto tão diferente, tão diferente, e me sinto tão arrogante por isso. Brigo com minha arrogância. O tempo todo, tentando controlar a minha vontade de dizer aos outros o quanto eles são limitados, dissertar sobre a pequenez alheia. Mas é tão injusto pensar assim. Tão feio. Achar que sei mais que os outros. É muito ruim ouvir certos comentários, certas frases, certas opiniões. Tão limitadas, tanta gente ignorante e que se acha super esperta. E faz aquela cara de sabe-tudo ainda. Argh... Será que também sou assim? Será que passo aos outros essa imagem? Eu só queria, por enquanto, parar de me irritar com a burrice do mundo, e passar a me preocupar com as minhas próprias limitações. Que não são poucas, certamente.
terça-feira, agosto 11, 2009
Para onde fores eu vou
"No céu azul nuvens nuas
No teu olhar céus febris
Passos maiores que as ruas
Canções que eu nunca fiz
Tu pisavas distraída
por entre os carros sem dor
andando pela avenida
como se andasse num andor
Pra onde fores eu vou
Aonde flores eu fujo
Te dou meu poema sujo
que eu não sei fazer toada
Menos que se quer é tudo
Tudo que se tem é nada..."
(Trova - Zeca baleiro)
No teu olhar céus febris
Passos maiores que as ruas
Canções que eu nunca fiz
Tu pisavas distraída
por entre os carros sem dor
andando pela avenida
como se andasse num andor
Pra onde fores eu vou
Aonde flores eu fujo
Te dou meu poema sujo
que eu não sei fazer toada
Menos que se quer é tudo
Tudo que se tem é nada..."
(Trova - Zeca baleiro)
terça-feira, agosto 04, 2009
Inconstante
"Procurei o amor, que me mentiu.
Pedi à vida mais do que ela dava;
Eterna sonhadora edificava
Meu castelo de luz que me caiu!
Tanto clarão nas trevas refulgiu,
E tanto beijo a boca me queimava!
E era o sol que os longes deslumbrava
Igual a tanto sol que me fugiu!
Passei a vida a amar e a esquecer.
Atrás do sol dum dia outro a aquecer
As brumas dos atalhos por onde ando...
E este amor que assim me vai fugindo
É igual a outro amor que vai surgindo,
Que há-de partir também... nem eu sei quando...
(Florbela Espanca - Inconstância)
Pedi à vida mais do que ela dava;
Eterna sonhadora edificava
Meu castelo de luz que me caiu!
Tanto clarão nas trevas refulgiu,
E tanto beijo a boca me queimava!
E era o sol que os longes deslumbrava
Igual a tanto sol que me fugiu!
Passei a vida a amar e a esquecer.
Atrás do sol dum dia outro a aquecer
As brumas dos atalhos por onde ando...
E este amor que assim me vai fugindo
É igual a outro amor que vai surgindo,
Que há-de partir também... nem eu sei quando...
(Florbela Espanca - Inconstância)
sexta-feira, julho 31, 2009
Delícia
Acho que eu já postei essa música, mas ouvi de novo aqui e resolvi postar. Perdoe o plágio, Cris. Mas é que, nossa... Bateu tão fundo! Minha admiração pra você, sempre...
"...Eu quis te conhecer
mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor
o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade
Eu quis te convencer
mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Caminho em frente pra sentir saudade
Paper clips and crayons in my bed
Everybody thinks that i'm sad
I'll take a ride in melodies and bees and birds
Will hear my words
Will be both us and you and them together
Cause i can forget about myself,
trying to be everybody else
I feel allright that we can go away
And please my day
I let you stay with me if you surrender
Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
(I can forget about myself trying to be everybody else)
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
(I feel all right that we can go away)
Pode ser a eternidade má
(And please my Day)
Eu ando sempre pra sentir vontade.
(I’ll let you stay with me if you surrender)..."
(Janta - Marcelo Camelo/Mallu Magalhães)
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