sexta-feira, setembro 23, 2011

Salve Jorge

"Jorge sentou praça na cavalaria
eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia
eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
para que meus inimigos tenham pés e não me alcancem
para que meus inimigos tenham mãos e não me peguem, não me toquem
para que meus inimigos tenham olhos e não me vejam
e nem mesmo um pensamento eles possam ter para me fazerem mal
armas de fogo, meu corpo não alcançarão
facas, lanças se quebrem, sem o meu corpo tocar
cordas, correntes se arrebentem, sem o meu corpo amarrar
pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
(…)
perseverança, ganhou do sórdido fingimento
e disso tudo nasceu o amor
perseverança, ganhou do sórdido fingimento
e disso tudo nasceu o amor
(…)*"

Daqui, dessa menina linda.
Porque me serviu também, e muito bem!

DOR

Dói tanto. Dói de um jeito que eu quase não consigo segurar, quase não consigo respirar. Me segurar aqui sentada sem cair pra trás. É duro não poder mais contar com você. Sinto que talvez isso seja bom pra mim. Eu te agradeço por me ajudar a ser inteira. Te agradeço mesmo, do fundo do meu coração. Mas eu gostaria que vc às vezes me permitisse ser fraca, e me acolhesse. Tenho medo de ficar sozinha, mas por sua causa estou crescendo, e talvez isso seja mesmo o melhor pra mim. Mas dói. Dói crescer. Porque me afasta de você. Totalmente, completamente. Tenho medo de estar acabando, sabe? É que é muito dolorido acabar com tanto amor, tanto amor. Um amor que transborda, mas que transbordando te sufoca, e sei que esse sufoco você não quer pra você. Eu também não quero isso pra mim. Não quero medir minhas palavras de carinho, não quero me sentir um lixo porque vc não corresponde aos meus sentimentos. Não quero mais chorar sozinha porque você não gosta das minhas lamentações. É uma pena, é uma pena muito grande, porque eu queria mesmo era, sei lá, casar com você. Ficar juntos mesmo, naqueles sonhos cor de rosa que eu costumo ter. Menininha, menininha. Imaginando essa vida juntos, pra gente. Mas como querer sozinha? Como sonhar sozinha? Não posso, não mereço ser tratada assim, sou uma pessoa doce, sou uma pessoa romântica, e sua frieza comigo me destrói, apaga um pedaço de mim que é bom, que é gostoso, que eu gosto de ver. Vou acabar fria e dura. Seca de amor. Não quero ficar fria. É muito ruim essa frieza, endurece, envelhece. Tenho medo de parar de me emocionar com as coisas, de parar de sentir as coisas que me tocam. De passar a só reagir com raiva, só ter para demonstrar aos outros coisas ruins. Quero estar com alguém que abra um sorriso lindo quando me vê, sabe? Alguém que sinta um friozinho na barriga quando me encontra. Quero alguém que não tenha medo de sentir, que não tenha vergonha de falar, que não ache bobo gostar de alguém, que não despreze meu sentimento. Porque ele é tão importante, tão importante. Ele é meu, e eu te dou esse amor com tanta dedicação que você nem imagina. O quanto dói quando eu vejo que pra você não significa nada. Me sinto amarrada, viciada, dependente mesmo. Preciso sair dessa, e vou conseguir. Só não sei se consigo esquecer da dor. Talvez um dia quando tudo isso acabe eu fique mais inteira pra vc, mas por enquanto, resta só a mágoa mesmo. De quem tentou e não foi compreendida. Enfim, é isso.

Na Sua Estante
Pitty
Te vejo errando e isso não é pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícias
Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres e outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se
curam (não)
E essa abstinência uma hora vai passar

quinta-feira, setembro 22, 2011

A porta que não abre nunca

Além do Ponto
(Caio Fernando Abreu)


Chovia, chovia, chovia e eu ia indo por dentro da chuva ao encontro dele, sem guarda-chuva nem nada, eu sempre perdia todos pelos bares, só levava uma garrafa de conhaque barato apertada contra o peito, parece falso dito desse jeito, mas bem assim eu ia pelo meio da chuva, uma garrafa de conhaque na mão e um maço de cigarros molhados no bolso. Teve uma hora que eu podia ter tomado um táxi, mas não era muito longe, e se eu tomasse um táxi não poderia comprar cigarros nem conhaque, e eu pensei com força então que seria melhor chegar molhado da chuva, porque aí beberíamos o conhaque, fazia frio, nem tanto frio, mais umidade entrando pelo pano das roupas, pela sola fina esburacada dos sapatos, e fumaríamos beberíamos sem medidas, haveria música, sempre aquelas vozes roucas, aquele sax gemido e o olho dele posto em cima de mim, ducha morna distendendo meus músculos. Mas chovia ainda, meus olhos ardiam de frio, eu enfiava as mãos avermelhadas no fundo dos bolsos e ia indo, eu ia indo e pulando as poças d'água com as pernas geladas. Tão geladas as pernas e os braços e a cara que pensei em abrir a garrafa para beber um gole, mas não queria chegar na casa dele meio bêbado, hálito fedendo, não queria que ele pensasse que eu andava bebendo, e eu andava, todo dia um bom pretexto, e fui pensando também que ele ia pensar que eu andava sem dinheiro, chegando a pé naquela chuva toda, e eu andava, estômago dolorido de fome, e eu não queria que ele pensasse que eu andava insone, e eu andava, roxas olheiras, teria que ter cuidado com o lábio inferior ao sorrir, se sorrisse, e quase certamente sim, quando o encontrasse, para que não visse o dente quebrado e pensasse que eu andava relaxando, sem ir ao dentista, e eu andava, e tudo que eu andava fazendo e sendo eu não queria que ele visse nem soubesse, mas depois de pensar isso me deu um desgosto porque fui percebendo percebendo, por dentro da chuva, que talvez eu não quisesse que ele soubesse que eu era eu, e eu era. Começou a acontecer uma coisa confusa na minha cabeça, essa história de não querer que ele soubesse que eu era eu, encharcado naquela chuva toda que caía, caía, caía e tive vontade de voltar para algum lugar seco e quente, se houvesse, e não lembrava de nenhum, ou parar para sempre ali mesmo naquela esquina cinzenta que eu tentava atravessar sem conseguir, os carros me jogando água e lama ao passar, mas eu não podia, ou podia mas não devia, ou podia mas não queria ou não sabia mais como se parava ou voltava atrás, eu tinha que continuar indo ao encontro dele, ou podia mas não queria ou não sabia mais como se parava ou voltava atrás, eu tinha que continuar indo ao encontro dele, que me abriria a porta, o sax gemido ao fundo e quem sabe uma lareira, pinhões, vinho quente com cravo e canela, essas coisas do inverno, e mais ainda, eu precisava deter a vontade de voltar atrás ou ficar parado, pois tem um ponto, eu descobria, em que você perde o comando das próprias pernas, não é bem assim, descoberta tortuosa que o frio e a chuva não me deixavam mastigar direito, eu apenas começava a saber que tem um ponto, e eu dividido querendo ver o depois do ponto e também aquele agradável dele me esperando quente e pronto. Um carro passou mais perto e me molhou inteiro, sairia um rio das minhas roupas se conseguisse torcê-las, então decidi na minha cabeça que depois de abrir a porta ele diria qualquer coisa tipo mas como você está molhado, sem nenhum espanto, porque ele me esperava, ele me chamava, eu só ia indo porque ele me chamava, eu me atrevia, eu ia além daquele ponto de estar parado, agora pelo caminho de árvores sem folhas e a rua interrompida que eu revia daquele jeito estranho de já ter estado lá sem nunca ter, hesitava mas ia indo, no meio da cidade como um invisível fio saindo da cabeça dele até a minha, quem me via assim molhado não via nosso segredo, via apenas um sujeito molhado sem capa nem guarda-chuva, só uma garrafa de conhaque barato apertada contra o peito. Era a mim que ele chamava, pelo meio da cidade, puxando o fio desde a minha cabeça até a dele, por dentro da chuva, era para mim que ele abriria sua porta, chegando muito perto agora, tão perto que uma quentura me subia para o rosto, como se tivesse bebido o conhaque todo, trocaria minha roupa molhada por outra mais seca e tomaria lentamente minhas mãos entre as suas, acariciando-as devagar para aquecê-las, espantando o roxo da pele fria, começava a escurecer, era cedo ainda, mas ia escurecendo cedo, mais cedo que de costume, e nem era inverno, ele arrumaria uma cama larga com muitos cobertores, e foi então que escorreguei e caí e tudo tão de repente, para proteger a garrafa apertei-a mais contra o peito e ela bateu numa pedra, e além da água da chuva e da lama dos carros a minha roupa agora também estava encharcada de conhaque, como um bêbado, fedendo, não beberíamos então, tentei sorrir, com cuidado, o lábio inferior quase imóvel, escondendo o caco do dente, e pensei na lama que ele limparia terno, porque era a mim que ele chamava, porque era a mim que ele escolhia, porque era para mim e só para mim que ele abriria a sua porta.
Chovia sempre e eu custei para conseguir me levantar daquela poça de lama, chegava num ponto, eu voltava ao ponto, em que era necessário um esforço muito grande, era preciso um esforço muito grande, era preciso um esforço tão terrível que precisei sorrir mais sozinho e inventar mais um pouco, aquecendo meu segredo, e dei alguns passos, mas como se faz? me perguntei, como se faz isso de colocar um pé após o outro, equilibrando a cabeça sobre os ombros, mantendo ereta a coluna vertebral, desaprendia, não era quase nada, eu mantido apenas por aquele fio invisível ligado à minha cabeça, agora tão próximo que se quisesse eu poderia imaginar alguma coisa como um zumbido eletrônico saindo da cabeça dele até chegar na minha, mas como se faz? eu reaprendia e inventava sempre, sempre em direção a ele, para chegar inteiro, os pedaços de mim todos misturados que ele disporia sem pressa, como quem brinca com um quebra-cabeça para formar que castelo, que bosque, que verme ou deus, eu não sabia, mas ia indo pela chuva porque esse era meu único sentido, meu único destino: bater naquela porta escura onde eu batia agora. E bati, e bati outra vez, e tornei a bater, e continuei batendo sem me importar que as pessoas na rua parassem para olhar, eu quis chamá-lo, mas tinha esquecido seu nome, se é que alguma vez o soube, se é que ele o teve um dia, talvez eu tivesse febre, tudo ficara muito confuso, idéias misturadas, tremores, água de chuva e lama e conhaque batendo e continuava chovendo sem parar, mas eu não ia mais indo por dentro da chuva, pelo meio da cidade, eu só estava parado naquela porta fazia muito tempo, depois do ponto, tão escuro agora que eu não conseguiria nunca mais encontrar o caminho de volta, nem tentar outra coisa, outra ação, outro gesto além de continuar batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, na mesma porta que não abre nunca.

Maçã

[...]guardei no meio das minhas roupas um pedaço daquela maçã que você me trouxe da última vez, e aquele pedaço escureceu, ficou com cheiro ruim, encheu de bichos, até que eles me obrigaram a jogar fora. Acho que pedaços de maçã só enchem de bichos depois de muito tempo. Não sei. [...] Vou terminar por aqui, só queria pedir uma coisa, acho que não é difícil, é só isso, uma coisa bem simples: quando você voltar outra vez, veja se você me traz uma maçã bem verde, a mais verde que você encontrar, uma maçã que leve tanto tempo para apodrecer que quando você voltar outra vez ela ainda nem tenha amadurecido direito.'

(Caio Fernando Abreu No conto "Carta para além do muro" do livro Caio 3D - O essencial da década de 1970. )

Um dia de cada vez

"...Só por hoje eu não quero mais chorar
Só por hoje eu espero conseguir
Aceitar o que passou o que virá
Só por hoje vou me lembrar que sou feliz

Hoje já sei que sou tudo que preciso ser
Não preciso me desculpar e nem te convencer
O mundo é radical
Não sei onde estou indo
Só sei que não estou perdido
Aprendi a viver um dia de cada vez

Só por hoje eu não vou me machucar
Só por hoje eu não quero me esquecer
Que há algumas pouco vinte quatro horas
Quase joguei a minha vida inteira fora

Não não não não
Viver é uma dádiva fatal!
No fim das contas ninguém sai vivo daqui mas -
Vamos com calma!..."


(Legião Urbana - Só por hoje)

terça-feira, setembro 20, 2011

Melancolia

(Kirsten Dunst - Justine - em Melancolia)
(Ophelia, de Millais)

(obs: não é um review e está cheio de spoilers)

Assim que o filme começou tive um certo pânico e pensei: oh, não! Estou assistindo um 2001! E no cinema! Socorro, não dá pra pausar, ir comer alguma coisa e voltar!? Pra onde correr?
As cenas iniciais são lindas, mas o fundo de ópera (o prelude de Tristão e Isolda, de Wagner - fiz questão de procurar), e a câmera lenta de pássaros morrendo, cavalos caindo, planetas se chocando e "Ofélias" (referência acima, Millais) boiando no rio me deixaram apreensiva. Se soubesse que elas logo terminariam teria apreciado a arte com mais atenção ao invés de ficar procurando desesperadamente um lugar para onde correr. :)

A referência à injustiçada (?) noiva de Hamlet - sinônimo de desequilíbrio e loucura, para alguns causado justamente pelos relacionamentos amorosos - é bem sutil, mas pontual, o que fez minhas antenas feministas se levantarem na mesma hora, mas elas foram se abaixando gradualmente, contentes com o decorrer da história, já que não há nada de submisso na relação da personagem de Kirsten Dunst com os homens, apesar da história deixar nítida sua dificuldade de relacionamento com qualquer figura humana masculina e adulta: o noivo que faz planos e ama sozinho, o pai ausente, o chefe abusivo, o cunhado inutilmente protetor, o ingênuo futuro colega de trabalho. Em contraponto, outras figuras masculinas da história - o sobrinho e o seu cavalo favorito, cujo nome me esqueci - , que aparentemente oferecem a ela amor gratuito e livre de grandes cobranças, são objetos de atenção e cuidado.

Justine é uma mulher livre e que só faz o que quer. Chega a hora que quer à cerimônia de seu casamento, deixando dezenas de convidados esperando, faz sexo com quem quer na hora que tem vontade, despreza as convenções sociais, abandona a festa para dormir, tomar banho ou colocar o sobrinho para dormir, chuta as hierarquias, ignora o que não lhe interessa, e ainda assim parece sempre infeliz. Não se encaixa, não vê sentido no que parece ser importante para o resto do mundo. Tenta sorrir, mas não consegue conter a tristeza. Culpa da mãe louca e ultra sincera, do pai mulherengo e completamente ausente, da irmã superprotetora e conivente, do mundo que parece ceder a todas as suas vontades e caprichos, ou culpa dela mesma? Como saber? A cena do começo da limosine que não consegue avançar pela estrada estreita é uma ótima metáfora para o que sente Justine - alguém que pretende ser o que não é.

Claire, a irmã de Justine, papel da lindíssima Charlotte Gainsbourg (sim, esteticamente gosto mais dela do que da Kirsten, também muito bonita, mas de beleza mais óbvia), representa a mulher com a família perfeita e a vida perfeita, o casamento irretocável, que vive num castelo luxuoso com seu marido riquíssimo e um belo filho (me apaixonei pelo garotinho, claro S2). Apesar de declarar seu ódio momentâneo pela irmã algumas vezes, ela procura não perder o controle e se preocupa em abafar as loucuras de todos, mantendo as aparências de vida de comercial de margarina. Ela se apóia com todas as forças nos ombros do marido, seu porto seguro e referência, pois é quem "sabe das coisas" e "estuda as coisas", e é claro que quando ele "cai" ela despenca em espiral até o fundo do poço de frivolidades.

O fim do mundo e o planeta Melancholia que se aproxima quase ganham papel secundário diante de tantos mergulhos nas personalidades e estranhezas das protagonistas. Acho que era o que o diretor pretendia, mostrar que mesmo numa situação de catástrofe inevitável, nossos sofrimentos e dores particulares permanecem egoisticamente em primeiro plano. Entre a forma como cada uma das irmãs lida com o fim do mundo - Justine reagindo com desprezo e superioridade "eu já sabia" e Claire com desespero e futilidade "Quero tomar uma taça de vinho" - fico ainda com a fé do garotinho, que de olhos fechados aguarda pelo fim com a certeza de que sua caverna mágica o protegerá de todo e qualquer mal. :)

Saí do cinema meio chocada e digerindo o filme. No carro, chorei pacas com algumas fichas caindo. Resultado final muito positivo, adoro filme com catarse :)

sexta-feira, setembro 16, 2011

Toc toc toc

Quero mais ser assim não.
Cruzes!

quarta-feira, setembro 14, 2011

Daqui

1. Juba ou Lula? Zelda! :)
2. Brandon ou Dylan? Dylan - na ficção gosto dos cafas! (e na vida real, só dos bonzinhos, pq ngm merece!)
3. Angel ou Spike? Angel
4. Dawson ou Pacey? Um milhão de vezes Pacey
5. Ben ou Noel? Ben
6. Jack ou Sawyer? Sawyer - mesmo motivo da 2 e 4
7. Bill ou Eric? Eric
8. Chandler ou Joey? Nenhum dos dois! Odeio Friends!

Acrescento:

9. Sam ou Dean? Dean! - mesmo motivo da 2, 4, e 6
10. Leonard, Sheldon, Raj ou Howard? Raj, Raj, Raj!!!!

terça-feira, setembro 13, 2011

Ninguém perde o que tem.

segunda-feira, setembro 05, 2011

Silêncio

“Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima.
Eu não digo nunca que estou cansada.
Nada de palavra negativa.

Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica.
Você vai se convencendo daquilo e convence os outros.

Então silêncio!
Sei que tenho muitos anos.
Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades,
mas não sei se sou velha não.
Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser”

(Cora Coralina)

domingo, setembro 04, 2011

Desencontro

"A sua lembrança me dói tanto
Eu canto pra ver
Se espanto esse mal
Mas só sei dizer
Um verso banal
Fala em você
Canta você
É sempre igual

Sobrou desse nosso desencontro
Um conto de amor
Sem ponto final
Retrato sem cor
Jogado aos meus pés
E saudades fúteis
Saudades frágeis
Meros papéis

Não sei se você ainda é a mesma
Ou se cortou os cabelos
Rasgou o que é meu
Se ainda tem saudades
E sofre como eu
Ou tudo já passou
Já tem um novo amor
Já me esqueceu"

(Chico Buarque - 1965 - Desencontro)

Manutenção

Eu nunca vou entender. Nunca, nunca, nunca. Por mais que eu me esforce. Por mais que eu tente. Eu nunca vou entender.

- O que acontece se você se apaixonar?
- Bem, você não acredita nisso, não é?
- É o amor. Não é Papai Noel.

Tom (Joseph Gordon-Levitt) questiona Summer (Zooey Deschanel), em 500 dias com ela

:((((((((((

sexta-feira, setembro 02, 2011

Antropofagia

Da linda Cris

"Confissão.

O meu amor por você é inédito. Novo e maduro – como pode? Penso, sinto e quero você. Hoje, amanhã e na medida sem fim do tempo. Quando estou em silêncio e lembro que você existe eu sinto paz. Suspiro aliviada.

Quero vestir o seu abraço e sair com ele por aí, como um colete à prova de balas. Abraço longo, apertado, quente. Quero mais, me abrace mais. Mais um pouquinho. Vai sempre faltar abraço pra minha sede dele.

Sei que dentro de você moram sorrisos. Alguns você deixa escapar, os outros esconde no escuro, pra eu procurar. E eu gosto do jogo.

Gosto também das suas mãos nas minhas, das suas mãos tomando conta de mim. Não quero viver sem suas mãos por perto. Não sei aprender isso. É que esse meu amor inédito parece que nasceu junto comigo."

sexta-feira, agosto 26, 2011

Novo e de novo

Poxa.
Me surpreendi hoje.
Sério mesmo.
Lágrimas nos olhos.
Obrigada! :´)

"Chega mais perto, ouve o certo
Cola seu ouvido na caixa de som
Hey, não se acanhe, talvez você ganhe
Apenas um motivo pra não viver mais só

Posso me incluir no seu dia
Ser visita imprevisível pra depois
Posso fazer sua trilha
Ser canção inesquecível
Pra vocês dois

Eu te adoro tanto
Você não imagina quanto
Quero ouvir uma canção
Que diz assim...

Eu te adoro tanto
Você não imagina quanto

Procure por espaços
Palavra um traço
Que me transforma em
Música de Amor

Faço companhia
Você não tá sozinha
Escute bem alto
Não vou te decepcionar..."

(Autoramas - Música de Amor)

Desejo

"Só não se perca de mim..."

Não se perca, não se perca...
Por favor...

:(

quarta-feira, agosto 24, 2011

Hunger



sexta-feira, agosto 05, 2011

Conto de Fadas

Sempre que eu ouço essa música eu choro. Sou ou não uma besta?
Algo na melodia dela me faz desaguar em lágrimas.

"A Dustland Fairytale beginning
Just another white trash county kiss
In '61, long brown hair, foolish eyes

He looks just like you'd want him to
Some kind of slick chrome American Prince
A blue jean serenade, and moon river, what you do to me
I don't believe you

Saw Cinderella in a party dress
But she was looking for a nightgown
I saw the devil wrapping up his hands
He's getting ready for the showdown
I saw the minute that I turned away
I got my money on a palm tonight

Change came in disguise of revelation, set his soul on fire
She says she always knew he'd come around
And the decades disappear like sinking ships
But we persevere, God gives us hope
But we still fear what we don't know

The mind is poison
Castles in the sky sit stranded, vandalized
Drawbridges closing

Saw Cinderella in a party dress
But she was looking for a nightgown
I saw the devil wrapping up his hands
He's getting ready for the showdown
I saw the ending when they turned the page
I took my money and I ran away
Straight to the valley of the great divide

Out where the dreams are high
Out here, the wind don't blow
Out here, the good girls die
And the sky won't snow
Out here, the birds don't sing
Out here, the fields don't grow
Out here, the bell don't ring
Out here, the bell don't ring

Out here, the good girls die

Now Cinderella, don't you go to sleep
It's such a bitter form of refuge
Oh don't you know, the kingdom's under siege
And everybody needs you
Is there still magic in the midnight sun
Or did you leave it back in 61?"

(A Dustland Fairytale - The Killers)

segunda-feira, agosto 01, 2011

Hoje



"If I take your heart, I will cherish it every day
If I take your heart, I will heal these old wounds
If I take your heart, it's to make it happy
If I take your heart, it's forever close to mine

And you love me more and more
And my love grows up with you
And you kiss me more and more
And I kiss you, too
And I kiss you, too"

(Take my heart - Soko)

Anteontem



"Se em certa altura
Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita;

Se em certo momento
Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim;

Se em certa conversa
Tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro —

Se tudo isso tivesse sido assim,
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente levado a ser outro também.

Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido,

Não virei nem pensei em virar, e só agora o percebo;

Mas não disse não ou não disse sim, e só agora vejo o que não disse;

Mas as frases que faltou dizer nesse momento surgem-me todas,
Claras, inevitáveis, naturais,

A conversa fechada concludentemente,
A matéria toda resolvida...
Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói.
(...)

Nesta noite em que não durmo, e o sossego me cerca
Como uma verdade de que não partilho,
E lá fora o luar, como a esperança que não tenho, é invisível p'ra mim."

(Álvaro de Campos - Na Noite Terrivel)