Mostrando postagens com marcador confissões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador confissões. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, agosto 01, 2011

Hoje



"If I take your heart, I will cherish it every day
If I take your heart, I will heal these old wounds
If I take your heart, it's to make it happy
If I take your heart, it's forever close to mine

And you love me more and more
And my love grows up with you
And you kiss me more and more
And I kiss you, too
And I kiss you, too"

(Take my heart - Soko)

quarta-feira, março 30, 2011

Again, and again...

"Existe aqui uma mulher
Uma bruxa, uma princesa
Uma diva, que beleza!
Escolha o que quiser
Mas ande logo
Vá depressa
Nem se atreva
A pensar muito
O meu universo
Ainda despreza
Quem não sabe
O que quer...

Meu coração
Eu pus no bolso
Mas apareceu um moço
Que tirou ele dali
Não!
Isso não é engraçado
Um coração, assim, roubado
Bate muito acelerado...

Devolve, moço
Devolve, moço
O meu coração
No bolso..."

(Ana Cañas - Devolve, moço)

sexta-feira, março 11, 2011

Mil vezes

"É tão difícil de explicar. A dor de vê-lo sofrendo por ela é a mesma dor que eu sinto aqui quando sofro por ele. Difícil de explicar quando tudo dói. Vê-lo com ela dói, e vê-lo sem ela também dói, pois a tristeza dele é também a minha. Assim fica fácil de entender o que quer dizer aquela história de que quando a gente gosta de verdade de alguém, queremos ver a pessoa feliz. Eu quero ver ele feliz, por mais que eu sofra ao acompanhar de camarote o "casal perfeito". Mas fazer o que, mil vezes prefiro ele sorrindo, mil vezes, mil vezes."

(texto na minha agenda no mesmo janeiro de 1992)

segunda-feira, novembro 22, 2010

Prosa da separação - parte 4

Que eu podia mais fazer? Você sabia que eu estava infeliz. Eu tenho certeza absoluta que você sabia. Mas você estava enfiado com tanta dedicação no seu próprio mundo que esqueceu de olhar para os lados. Esqueceu de dar valor para quem estava mais perto. Simplesmente foi me deixando cada vez mais de lado. Eram dias sumido. Horas e horas depressivas trancados no quarto escuro. Era aquele quarto escuro que tirava sua atenção de mim. E você simplesmente não aceitava minha mão estendida pra você. Chamando pra olhar o mundo lá fora. Nem que fosse pela janela. Cansei de ouvir nãos. A cena que me marca é de você chorando. Chorando muito, muito. Ainda trago aquela cena comigo. Quem diabos escolhe terminar um namoro de dois anos na praça de alimentação de um shopping? Quem teve essa idéia idiota? Você simplesmente dirigiu até lá sem dizer sequer uma palavra, fato inédito pra você, que falava para espantar o silêncio. Sua dor profunda naquele momento me tocou. Pena que foi tarde demais. Depois de tanta dor veio a raiva. Uma raiva ferina, que fazia ranger dentes, que te fazia rosnar. Nunca havia sido alvo de tanto ódio. Hoje, vários anos depois, entendo que você demonstrava seu amor das formas mais diferentes possíveis. Eu não entendia, ninguém nunca havia me ensinado sobre isso. Foi você quem me ensinou, e te devo essa pra sempre. Desculpa não ter aprendido a tempo, mas foi melhor assim. Pra nós dois.

Prosa da separação - parte 2

O primeiro entre todos os namorados terminou comigo num sumiço mesmo. Ele se foi, desapareceu, nunca mais ligou. Quer dizer, até ligou, mas já estava longe. Em outra cidade, outra vida. E tipo, tudo bem. De verdade que tudo bem. Foi mais alívio do que tristeza. Carimbei o passaporte, já podia dizer que estava por dentro do clubinho. Tinha dezesseis e hoje, só hoje, entendo o quanto eu era nova. E olha que eu me achava uma velha. Fingi chorar. Caía bem. Mas de verdade, nem doeu.

Prosa da separação - parte 1

A única coisa que eu lembro é que eu fui te buscar bêbada no metrô. Tá, você não entendeu. Eu me lembro de muitas outras coisas, mas do fim, de quando acabou mesmo, eu só lembro disso. Juntei toda minha dignidade que se espalhava em pedacinhos pelo chão da cidade e fui até você. Porque parecia que eu te devia isso. Te devia essa satisfação, essa atenção, ou seja lá o que possa ter significado meu nobre gesto. Eu andava com raiva já, nesse ponto. É, raiva. Raiva não é um sentimento legal pra gente cultivar por alguém com quem passou tanto tempo junto. Mas eu tinha. Uma raiva de quem está apertada numa caixa, sem respirar, e de repente encontra a pessoa que te prendeu lá. Não, não me entenda assim tão literalmente. Estou resgatando sensações, e são elas as que surgem quando penso naquele começo de manhã em São Paulo, eu caminhando pela Frei Caneca com todo o peso da culpa nas minhas costas. Caminhando até você. Bêbada, com uma informação fixa na cabeça: "preciso chegar até o metrô, preciso chegar até o metrô". Você fez piada, como sempre, e eu que já andava brava me irritei ainda mais. Você nunca entendeu bem minhas reações negativas ao seu eterno bom humor, eu sei. E foi isso. Não sei dizer mais nada sobre nós. Lembranças doloridas são deletadas por um filtro especial da minha mente. Não sei se é bom ou ruim ter o tal filtro, mas já aprendi que é difícil resgatar sozinha qualquer informação lá de dentro. Dói. Daí vira e mexe acabo mesmo desistindo de procurar demais. Então fico com essa cena. Meu rímel borrado, e você rindo, rindo. Fade out.

terça-feira, junho 17, 2008

Você já?



Depois da versão infantil, jogo do "Eu já" na minha versão para maiorzinhos... Mas não tão maiorzinhos como aqui (não clique nesse se estiver no trabalho, rs), que eu sou muito da envergonhada...
Eu já...

me apaixonei platonicamente, e não deu em nada
me apaixonei platonicamente, e virou paixão de verdade

achei que me apaixonei, mas estava só carente
achei que estava carente, mas me apaixonei

chorei por alguém escondida, de madrugada abraçada no travesseiro (várias vezes)
chorei por alguém no meio da tarde, no trabalho, na frente de todo mundo

senti ciúmes doentis de ex-namorados
não senti ciúme algum de namorados

usei a senha alheia para xeretar e-mails suspeitos
descobri que xeretaram meus e-mails usando minha senha

me declarei e me arrependi
não me declarei e me arrependi

traí e depois contei
achei que fui traída, mas não confirmei

pedi de joelhos pra ele não ir embora
jurei que nunca mais ficava de joelhos por alguém

dei pé na bunda de alguns e depois esqueci
levei uns pés na bunda que nunca esqueci

escrevi carta de amor e rasguei
recebi carta de amor e rasguei

achei que o cara era o máximo sem conhecer e me frustrei
achava que o cara era um chato sem conhecer e me surpeendi

ganhei flores
esperei flores

achei que era pra sempre
tive certeza que não era pra sempre

desisti por amor
insisti sem amor

fiquei amiga de ex-namorados
virei namorada de amigos

troquei por outro
fui trocada por outra

me apaixonei por dois caras ao mesmo tempo
fiquei sem nenhum

gostei de um cara por uma década
disse não quando ele me quis

me apaixonei por um professor
disse não quando ele me quis

terminei com alguém que amava muito
ouvi um não quando quis voltar

"...Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr-do-sol, postal, mais ninguém

Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais"

(Vanessa da Mata - Amado)