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terça-feira, fevereiro 09, 2010

Mon cœur, ma fenêtre

Notre Voyage
(Mauro Motoki /Ludov )

N’attends pas
qu’une seule journée
pour faire ce que tu dois faire

Je prends tes mains
mes yeux dans tes yeux disent tout
C’est vrai, le paradis c’est ça

Pour commencer notre voyage
il faut que ta peur disparaisse
Que ton visage reçoive mes millions de caresses
Chaque fois la dernière
Il est vraiment necessaire que tu viennes

Ce sont ouverts
mon cœur, ma fenêtre
Mon amie, peut-être un jour

Nous nous rendrons compte
qu’il n’y a pas d’autre vie pour moi
qu’être ainsi près de toi

Pour commencer notre voyage
il faut que ta peur disparaisse
Que ton visage reçoive mes millions de caresses
Chaque fois la dernière
Il est vraiment necessaire que tu viennes

Arrête
Ce sabotage là
Je ne vois pas l’interêt
de se cacher de moi comme ça
de s’enfuir
c’est dommage
Le voyage est déjà fini
(Avant de commencer, c’est déjà fini)

"Eles estão abertos:
meu coração, minha janela
Meu amor, talvez um dia
Nós nos daremos conta
que não há outra vida para mim
que não seja assim, estar perto de você..."

Porque estou precisando demais voltar a escrever. Pra me entender e pra me fazer entender.
Pra mostrar que tenho muito, muito amor guardado aqui. Pra você, só pra você.

terça-feira, abril 01, 2008

Palco Vazio

"Aconteceu...
Estrelei um papel que não era meu na sua vida
Não tive talento,
Fui desatento,
Não decorei sua cor preferida...
Não tive saída,
Aconteceu

E num palco vazio você me deixou
a luz se apagou
Não li o roteiro
se o mundo inteiro
pudesse aplaudir a cena que eu inventei pra nós dois
Mas não tenho escolha
Agora adeus, adeus
Não tenho escolha
Adeus...
(eu peço desculpas)
Adeus..."

(Mauro Motoki - Ludov - Aconteceu)

terça-feira, novembro 13, 2007

Perfieção

A perfeição é chata. Os versos milimétricos, as bailarinas que não têm piriri nem lombriga, nem medo de cair. Aquela pessoa que não erra, que não se assume humana. A roupa engomadinha, limpinha, a casa perfeita, imaculada. Pose pros outros, status quo do caramba. Coisa de engravatados, de cultivadores de gavetas narcisistas. Eu gosto mesmo é de gente que pulsa, que existe, que tem defeitos, um monte deles. Gosto de música desafinada, engasgada, emocionada. Gosto da Elis chorando, do Marcelo Camelo (Los Hermanos) desafinando e errando o acorde, gosto da Vanessa Krongold (Ludov) berrando de olhos fechados, do Nenê (Dance of Days) escalando o palco, se descabelando, perdendo o sapato... Até da Pitty arfando e de língua presa eu gosto. Me encanta a humanidade. Não quero ídolos, modelos a serem seguidos, quero pessoas como eu, que caem e levantam que se machucam e se frustram, e erram a letra, e encaram a personagem, e rastejam e choram. Quero o rímel borrado, de tanto chorar de felicidade. Nada mais chato do que o acabamento perfeito. Aquele photoshop disfarçando tudo. Quero meu cabelo revoltado pela manhã, minhas olheiras sem maquiagem, minhas orelhas de abano, tudo que não é modelo, não é padrão, mas que é meu... Meu desconhecimento de tantas coisas, ainda bem! Não quero saber de tudo não... Tenho tanto o que aprender... Quero ser eu mesma... Aquela de verdade, que sangra e sofre e ri e tem dias que não escreve uma porcaria só que preste. E tem dias que ganha o Pulitzer. E nem liga. Só liga o foda-se, sempre... Não quero saber tudo sobre tudo, quero poder aprender, ensinar... Quero a minha calça de barra por fazer, arrastada fielmente pela rua, atrás do meu all star vermelho e encardido, que conta mil vezes mais histórias do que o teu sapatinho de madame que não pisa na lama. Gosto de gente simples. Que se assume imperfeita, porque é assim que tem que ser. Arre! Basta de semi deuses, como disse o poeta. Que também errava, e como errava. E também buscava por gente de verdade nesse mundo certinho, politicamente correto, vendido, mundinho de aparências mais chato. Eita, e viva a revolta! Rasgue a fantasia você aí também.

"...Se o gramado ao lado
Todo esverdeado
Parecer melhor que o seu
Tome mais cuidado
Com esse mal olhado
Não venha cuspir no meu

Um olhar sobre o muro
Seu jardim já morreu
Deixe de ser tão inseguro

A casa está cheia de flores e você nem percebeu...

Não quero o seu conselho
Em mim mesmo me espelho
Não dou chance ao teu azar
Minha alegria
É saber que algum dia
Você ainda vai despertar

Um olhar sobre o muro
Seu jardim já morreu
Deixe de ser tão inseguro

De que vale plantar
Se você não colher?

É preciso esperar pra ver
Molhar, proteger
É preciso esperar pra ver
Brotar, florescer
É preciso esperar pra ver..."

(Gramado - Ludov)