Mostrando postagens com marcador cinema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cinema. Mostrar todas as postagens

terça-feira, outubro 13, 2009

Deixa ela entrar



Deixa Ela Entrar
Låt den Rätte Komma In
Suécia, 2007 - 110 min
Direção: Tomas Alfredson
Roteiro: John Ajvide Lindqvist
Elenco: Kåre Hedebrant, Lina Leandersson, Per Ragnar, Henrik Dahl, Karin Bergquist, Peter Carlberg


Tô meio atrasada pra contar, afinal, assisti "Deixa ela Entrar" na quinta-feira passada, mas não posso deixar de registrar como um dos melhores filmes de vampiro que já vi e com certeza a melhor vampira que já vi no cinema. É uma afirmação forte, eu sei, mas é que finalmente um filme me mostra uma vampira como EU sempre considerei, como EU sempre enxerguei.


Não é uma super heroína indestrutível como a Selene (Underworld), não é má e cruel como a também garotinha Claudia (Entrevista com o Vampiro), não é sádica como Elisabeth Battory ou Akasha (Rainha dos Condenados), não é um monstro que só pensa em sangue e vingança como as esposas de Drácula, ou Victoria (Crepúsculo) não é perfeita e com pose de superior como as vampiras Alice, Esme e Rosalie da família Cullen, não é completamente idiota como as vampiras lésbicas, não abusa de efeitos especiais e lutas intermináveis e chatas como na insuportável série Blade, nem é sexy, fatal e clichê como a filha do Drácula, nem é a mocinha conquistada pelo irresistível vampiro como Bella Swan (mais uma vez, da série Crepúsculo), Mirna/Elisabetta (Drácula), Jesse (Rainha dos Condenados) e Pandora (essa dos livros da Anne Rice).*

Eli é quase uma menina comum e real. Podia ser a minha vizinha, por exemplo. Essa é a parte que mais me motiva ao construir e criar personagens vampiras. Eu reamente desejo que elas convençam, quero que elas sejam quase tão "humanas" quanto eu.


****COM SPOILERS A PARTIR DAQUI****



Pela primeira vez encontro uma vampira que demonstra claramente os contrastes entre a força e fragilidade da maldição de uma forma real. Claro que muitos filmes abordam o lado ruim e trágico de ser um vampiro, mas acho que acompanhar o dia-a-dia de Eli e seus problemas mais cotidianos, dificuldades menos existenciais e mais práticas dão um charme todo especial à vampirinha. Como lidar com os erros do seu ghoul que está ficando velho e meio "sem prática"? Será hora de conseguir um mais "espertinho", afinal?

As cenas mais sangrentas como os assassinatos praticados pelo ghoul ou o ataque da menina aos vizinhos incautos foram extremamente reais, as cenas de suspense como o afogamento de Oskar na piscina foram quase desesperadoras, as cenas doces como o pedido de namoro e a construção da amizade dos dois protagonistas foram emocionantes, as cenas trágicas como a combustão da vampira transformada e a desfiguração e morte do carniçal foram chocantes, as cenas mais irônicas como as burrices do carniçal e as bizarrices do homem dos gatos foram engraçadas, enfim... Adorei tudo, tudo, tudo!

Fiquei querendo mais. Quero livro, quero DVD, quero bonequinhos (aaaahhh, são lindos! :o), quero resolver minhas dúvidas (o que era aquela cicatriz na cena em que Eli aparece nua? O Ghoul era mesmo o "pai" dela ou era somente um carniçal fiel - talvez o mesmo que Oskar passará a ser? Ela realmente gostava de Oskar ou se aproveitou da situação para criar um vínculo indestrutível com ele e resolver seus próprios problemas? De onde Eli vem? Existem outros vampiros? De onde vem a "fortuna" dela? O pai de Oskar é gay? A mãe dele procurou pro ele depois que ele fugiu com Eli? Que aconteceu com o homem dos gatos e as outras pessoas que presenciaram a vampirinha em ação? Repercussão para a auto-combustão na mulher no hospital? Mil perguntas, mil perguntas - e delicioso o pensamento de que elas podem nunca ser respondidas, e tudo bem quanto a isso! :o))

****FIM DOS SPOILERS****

Preciso dizer mais? Vão assistir! :o)

*Lembrando que gosto bastante de várias das vampiras citadas, principalmente Alice, Selene, Claudia, Akasha e Pandora, mas que Eli chegou para ocupar de vez um cantinho no meu coração :)

"Let the right one in
Let the old dreams die
Let the wrong ones go
They cannot
They cannot
They cannot do what you want them to do
Let the right one slip in
Slip in
Slip in
And when at last it does
I'd say you were within your rights to bite
The right one and say
"What kept you so long?"
"What kept you so long?""

(Morrissey - Let The Right One Slip In)

segunda-feira, janeiro 19, 2009

A Troca



Eu devia ter lembrado de como o senhor Eastwood me incomoda. Me incomodei com Menina de Ouro, me incomodei com Sobre Meninos e Lobos, me incomodei com Os Imperdoáveis. Por que não me incomodaria com A Troca? Não entendam mal, gostei muito do filme, assim como gostei de todos esses que citei logo acima. Apesar de todas as críticas ruins para a interpretação de Jolie ela foi a menor das minhas aflições ontem no cinema. Não me lembro há quanto tempo eu não chorava dessa forma vendo um filme. Chorinho engasgado, incômodo mesmo, mal conseguia olhar certas cenas. Talvez tenha sentido tanto porque há tempos eu não assistia na telona um filme assim tão forte, e com tantos aspectos que me inquietam ao mesmo tempo, todos misturados (mexer com criancinhas sempre dói demais numa mãe, aff). Mas foi bom. Foi bom ter conseguido assistir até o fim, foi bom ter encarado, e será certamente também muito bom me incomodar com Gran Torino (próximo filme com atuação e direção de Clint Eastwood), em breve.

ps: Já que falamos do Clint Eastwood, meu coraçãozinho romântico quase implora para citar As Pontes de Madison, de loooooonge meu filme favorito dele. :o). Lindo demais, né?

segunda-feira, maio 12, 2008

My Girl

Daí que já tem uma semana mais ou menos que eu tenho acordado de madrugada sem conseguir controlar direito os pensamentos... Eles vão embora, soltos, e em geral não ando sendo das mais simpáticas com meus próprios atos e com minhas próprias idéias... Auto-crítica trabalhando fortemente. Sei que deveria organizar isso tudo aqui e zelar pela coerência, mas tem sido difícil. Coisas que sei que preciso fazer, mas que me dão preguiça. Daí me cobro pela demora, pela passividade, e é tão ruim essa cobrança. Me tira o sono, coisa que me parecia quase impossível antes, logo eu que vivia implorando por mais algumas horinhas de sono. E esse frio, que me congela as pontas dos dedos, que deixa o céu cinzento e meu anel do humor fica igual o da Veiga, sempre preto, sempre preto...

terça-feira, maio 06, 2008

Alforria

Saí com meus amigos. Sozinha. Nem sei dizer há quanto tempo não fazia isso. Somando aí casamento, gravidez, maternidade... Nossa... Pode colocar aí uns três anos. Sozinha. Eu e eles. Cinema, coisa básica, algo tão rotineiro pra mim há alguns anos. Mas hoje em dia praticamente uma vitória... Foi tão bom. Me senti tão viva com aquele simples cineminha. Meus amigos sabiam, riam da minha felicidade infantil ao dividir uma pipoca com manteiga e assistir os trailers e depois um filmão. Me dei de presente. Meu pai amado cuidou de Sam Sam e eu me achei por alguns segundos. Como eu mesma. Pessoa, individual, sem anexos. Foi bom. Fiquei feliz. Que filme? Ah, foi Homem de Ferro. Blockbuster para o resto do mundo, um clássico dos quadrinhos para nerds como eu. Amei. Tony Starky é tudo de bom. Adorei a interpretação do Robert Downey Jr, amei as referências nerds, as inúmeras possibilidades de continuações, a aparição da Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão, a sempre divertida participação do Stan Lee... E viva Marvel! Uma estréia e tanto como produtora... Só faltou assistir a cena extra com Nick Fury... snif... Quem mandou não esperar o final dos créditos, né? rsrs... Ai ai... Mas mesmo assim fiquei bem feliz!